sábado 22 2012

Tiristores Apostila



 O nome Tiristor engloba uma família de dispositivos semicondutores multicamadas, que operam em regime de chaveamento, tendo em comum uma estrutura de no mínimo quatro camadas semicondutoras numa seqüência P-N-P-N (três junções semicondutoras), apresentando um comportamento funcional. Os tiristores permitem por meio da adequada ativação do terminal de controle, o chaveamento do estado de bloqueio para estado de condução, sendo que alguns tiristores (mas não todos) permitem também o chaveamento do estado de condução para estado de bloqueio, também pelo terminal de controle. Como exemplo de tiristores, podemos citar o SCR e o TRIAC. No caso do tiristor SCR este se assemelha a uma fechadura pelo fato da corrente poder fluir pelo dispositivo em um único sentido, entrando pelo terminal de anodo e saindo pelo terminal de catodo. No entanto difere de um diodo porque mesmo quando o dispositivo está diretamente polarizado ele não consegue entrar em condução enquanto não ocorrer a ativação do seu terminal de controle (terminal denominado porta, ou gate em inglês). Ao invés de usar um sinal de permanência continua na porta (como nos TBJs e MOSFETs) como sinal de controle, os tiristores são comutados ao ligamento pela aplicação de um pulso ao terminal de porta, que normalmente pode ser de curta duração. Uma vez comutado para o estado de ligado, o tiristor SCR permanecerá por tempo indefinido neste estado enquanto o dispositivo estiver diretamente polarizado e a corrente de anodo se mantiver acima de um patamar mínimo.
Para os SCRs, o sinal de controle é um pulso de corrente, tiristores DB-GTO usam um pulso de tensão e os LASCRs um pulso de luz aplicado diretamente a junção do dispositivo por meio de fibra ótica.
A invenção do tiristor no fim dos anos 50 do século passado foi responsável por um grande surto de evolução tecnológica da eletrônica de potência, que se estendeu pelos anos 60 e propiciou no anos 70 o início da implantação da eletrônica de potência em escala industrial. A principal vantagem dos tiristores é o controle de grande quantidade de energia. Essa característica faz com que esses dispositivos sejam utilizados tanto no controle eletrônico de potência quanto na conversão de energia.
Os SCRs (Silicon Controlled Rectifier) são dispositivos semicondutores cuja condição de sentido direto é comandável através da aplicação de um pulso de corrente ao terminal de Porta (ou gate em inglês). A condução, uma vez iniciada se mantém, mesmo na ausência do sinal no terminal de porta, até que a corrente que o atravessa caia abaixo de um determinado valor, o qual denominamos de Corrente de Manutenção de Condução, em inglês Holding Current (IH). Em sentido inverso, o SCR comporta-se como um diodo normal. Os SCR's são empregados em corrente alternada como retificadores controlados, e quando utilizados em corrente contínua comportam-se como chaves. O SCR é apenas um tipo de tiristor, mas devido ao seu disseminado uso na indústria, muitas vezes os termos tiristor e SCR são confundidos. Os TRIAC's são dispositivos semicondutores comumente utilizados em comutação de corrente alternada.
Já os Diacs são dispositivos semicondutores de avalanche bidirecional, também da classe dos tiristores e de junção PNN. Possuem a propriedade de apresentarem muito alta impedância, se a tensão entre seus dois terminais for mantida abaixo de uma tensão, chamada comumente de Tensão de Ruptura. Se esta tensão, geralmente em torno dos 30V, for ultrapassada, o Diac passa a conduzir corrente elétrica, com uma brusca queda da impedância do mesmo. Os Diacs são geralmente utilizados como auxiliares de disparo em Triacs, em osciladores de relaxação.

Tipos de tiristores

  • SCR
  • DB-GTO
  • TRIAC
  • um dispositivo bidirectional contendo dois tiristores SCR em contra-fase.
          Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.






http://www.4shared.com/office/0vludj8Z/Apostila_Tiristor_SCR.html

NBR 5410 Baixa Tensão

Instalações Elétricas de Baixa Tensão





sexta-feira 21 2012

Circuito de Proteção Sony MHC RG 22 E 33





Circuito de Proteção

Transformadores Piezoelétricos

Transformadores Piezoelétricos


Para uma boa parte dos componentes eletrônicos tradicionais, existe a possibilidade de obter um equivalente integrado numa pastilha de silício. É o caso de capacitores, resistores, diodos, etc. O transformador e os indutores, entretanto, por um bom tempo estiveram fora dessa possibilidade. Uma alternativa muito interessante para o que podemos considerar, como um transformador “de estado sólido” é justamente a apresentada neste artigo: o transformador piezoelétrico.

Newton C. Braga

A forma mais comum de se aumentar ou reduzir tensões sem o uso de transformadores tradicionais, formados por bobinas e núcleos pesados é através de conversores de estado sólido, multiplicadores de tensão e outras configurações que além de complexas, nem sempre podem eliminar a necessidade de um indutor ou outro componente do mesmo tipo.

Uma saída para a alimentação de cargas de muito baixo consumo, como circuitos integrados CMOS e outros que exigem correntes da ordem de microampères, é através do uso de um transformador piezoelétrico.

Considerado um transformador “de estado sólido” , ele não faz uso de bobinas ou materiais ferrosos, podendo facilmente converter tensões sob regimes de baixas correntes. Trata-se, portanto, de uma solução interessante para alimentar circuitos de baixa potência.

Como Funciona


Ao aplicar uma tensão em uma cerâmica piezoelétrica esta se deforma, e da mesma forma, ao ser deformada, aparece em suas faces uma tensão é bem conhecido de todos os leitores, conforme mostra a figura 1.


Figura 01

Podemos aproveitar esse efeito piezoelétrico para converter tensões de uma forma muito simples.

De acordo com a figura 2, o enrolamento primário (virtual) de nosso transformador será formado por dois eletrodos colocados em pontos apropriados de um pedaço de cerâmica piezoelétrica.


Figura 02

Noutra parte da mesma cerâmica teremos o enrolamento secundário (virtual) que será formado por outros dois eletrodos colocados no mesmo material.

Quando aplicarmos nos eletrodos que formam o primário uma tensão alternada de freqüência apropriada, a cerâmica se deforma produzindo ondas mecânicas que se propagam através do material. Essas ondas causam justamente a deformação do material entre as placas que formam o secundário, onde então aparece uma tensão.

Uma outra possibilidade interessante de montagem é a exibida na figura 3.


Figura 03

Dois transdutores piezoelétricos são colocados um ao lado do outro, sendo um primário do transformador e o outro o secundário. Entre eles existe um isolamento, o que garante que primário e secundário sejam eletricamente isolados.

Aplicando-se uma tensão alternada no primário, ela faz com que o transdutor produza ondas sonoras (mecânicas) que se propagam até o segundo transdutor.

Podemos dizer que ele funciona como um microfone, convertendo essas ondas mecânicas num sinal elétrico que pode ser usado para alimentar um circuito externo.

Um circuito prático de aplicação é visto na figura 4, onde o resistor de entrada pode ter seu valor alterado em função da carga alimentada e das características dos transdutores usados.


Figura 04

Para uma carga de 1 M ohms, por exemplo, com uma entrada de 220 V pode-se ter uma tensão de saída de aproximadamente 6 V com o circuito indicado. Com cargas maiores, tais como 10 kohms, a tensão contínua obtida cai para algo em torno de 1 V. Evidentemente, em função da aplicação, pode-se estudar o uso de transdutores diferentes, obtendo-se assim maior rendimento.

O máximo rendimento desse tipo de dispositivo é alcançado quando a freqüência do sinal aplicado ao primário (virtual) é a freqüência de ressonância da cerâmica. Nessas condições, as vibrações mecânicas têm a máxima amplitude e a transferência de energia é máxima.

Transformadores Comerciais

Dispositivos eletrônicos comerciais que consistem em transformadores piezoelétricos ou piezoelectric transformers (PT) já estão disponíveis para aplicações práticas.

Na figura 5 temos a construção de um tipo comercial que é fabricado colocando-se eletrodos de prata em um disco único cerâmico, o qual transmite a energia do primário para o secundário através de energia mecânica.


Figura 05

O circuito equivalente usado nesse dispositivo, que tem um terminal comum ao primário e secundário é mostrado na figura 6.


Figura 06


Na figura 7 ilustramos um gráfico em que temos a eficiência em função da resistência de carga para um transformador típico desses.


Figura 07

Veja que essa curva pode ser diferente em função dos materiais utilizados, sendo típica para os transformadores comuns existentes hoje no mercado.

Conclusão


Na alimentação de dispositivos de baixa tensão e muito baixo consumo a partir da alta tensão da rede de energia, o uso de um transformador piezoelétrico pode ser uma solução interessante em substituição às soluções tradicionais como, por exemplo, aquelas que fazem uso de fontes de transformador.

O transformador piezoelétrico, além de apresentar um rendimento maior, tem dimensões menores que os próprios capacitores usados nessas fontes. Adicione-se a isso o fato de que esses transformadores podem proporcionar um isolamento entre rede e carga que as fontes sem transformadores não fornecem.

Da mesma forma, as vantagens em relação às fontes que fazem uso de transformadores convencionais são patentes, tanto pela dificuldade em se obter um transformador tradicional para potências muito baixas como pelo próprio custo desse componente.


*Artigo originalmente publicado na revista Saber Eletrônica - Ano 42 - Número 402- Julho de 2006

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                                                                                  22/01 10:11 - Fonte Múltipla para Bancada

Experiências com cerâmicas piezoelétricas


Experiências com cerâmicas piezoelétricas

Primeira parte: leis da física e componentes eletrônicos
Por B. Kainka

Qual é a semelhança entre alguns tipos de capacitores, microfones
de eletreto e sensores de infravermelhos? Para sabermos a resposta, convém
investigar as leis que regem os fenômenos piezoelétricos e executar algumas
experiências interessantes.

                     



http://www.4shared.com/office/ny3f1oKq/piezoeletricos.html

Kotlin

     https://kotlinlang.org/docs/comparison-to-java.html